UAU! RAPPER-POETA ENTOA 60 PALAVRAS EM POUCO MAIS DE 3 SEGUNDOS



George Watsky, um americano de 23 anos, já foi visto mais de um milhão de vezes no youtube por passar a frente do rapper Twista, considerado o mais rápido "entoador" de versos do planeta.

Divulgação de produtos

QUERO VOCÊ PRA SEMPRE!



Gosto daquela parte que o Roberto canta: "Se outro cabeludo aparecer em sua vida".
Ruááááá!!! Kakakakakakakakakakakaaaaa! Hehehehehehehe!

O ARQUIVO - VICTOR GIUDICE




Não tem quem eu conheça que não conheça o conhecido texto "O arquivo", de Victor Giudice. Mas assim, em vídeo, eu não conhecia. Sei é um pouco repetitivo relembrar o arquivo, sempre muito relembrado, mas em vídeo você conhecia? Fala a verdade... Eu não conhecia.

A LAMA AZUL



A superficialidade da TV e da fama é do que trata este vídeo do Abujamra.
Longo, cínico, bem-humorado, bom de assistir!

ADAPTAÇÃO DO TEXTO “PENSAR É UM RISCO” DE THIAGO CUNHA












Pensar é arriscado. Pensar é um ato que pode determinar a sua felicidade ou o seu tormento. Não podemos confiar cegamente em nossos pensamentos. Pensar cria certezas que podem ser esmagadas logo depois. Talvez, por isso, algumas pessoas falem pouco, valorizando o poder do silêncio. E talvez, por isso, algumas pessoas falem muito e riem tanto, simplesmente, por não ter certeza de nada.

Pensamos e nos enganamos. Por isso, toda a vez que revelamos as “nossas certezas”, podemos estar mentindo. Mentimos pra nós mesmos. Mentimos tanto, o tempo todo! É o nosso pensamento o que nos faz pensar que somos o que não somos e demonstrar o nosso convencimento aos outros, como um rei que anda nu pensando estar vestido de um tecido muito original.

O maior engodo para o ser humano vem dele mesmo. Achamo-nos auto-suficientes pelo simples fato de que podemos pensar. Mas a verdade é que a nossa existência depende essencialmente da existência dos outros. Somos o resultado de tudo o que vimos, de tudo que lemos, de tudo que ouvimos, de tudo o que fizemos e de tudo o que faríamos. Somos mais o que está ao nosso redor do que nós próprios. Somos mais o que fazem de nós do que nós mesmos pensamos!

(INCONFORMADOS, REFLEXÕES SOBRE O SER, O PENSAR E O VIVER - VOLUME 1 - SELEÇÃO DE TE4XTOS: FERNANDA MAGNA E JOÃO PEDRO MARINHO - Z!EDITORA - 7,00)

HAROLDO MEU PATINHO - DOUTOR SCUDUFUM















Quando eu era moleque, costumava ficar parte das férias na casa da Dona Jandira, amiga da minha vó. Estava lá quando dei de cara com um pato branco no quintal que a Dona Jandira ganhara de um conhecido. Dei um nome pro bichinho: Haroldo. Dona Jandira vivia me advertindo: “não se apegue ao bicho!” Mas, não tinha jeito, estava todo dia com ele: fazia carinho, dava comida, brincava com ele, essas coisas de menino fascinado por um bicho que nunca tinha visto antes. Certo dia, depois de ter acompanhado minha avó ao mercado, corri para o quintal da casa da Dona Jandira. Cadê o Haroldo?! Voltei para procurá-lo na cozinha e vi a Dona Jandira com uns troços esquisitos na mão.

-Dona Jandira, o que é isso?
-As tripas do Haroldo.
-Posso brincar com elas?
-Pode, mas lave as mãos depois.

As tripas do Haroldo eram mais divertidas do que ele próprio. Pareciam aquelas gelecas de potinho. Tinha uma que parecia um elástico, acho que eram os intestinos. Mas criança é bicho burro mesmo! Brincava com as tripas dele, mas achava que o Haroldo, de verdade, estava escondido em algum lugar. Depois, Dona Jandira explicou o que houve e eu abri o berreiro.

-Eu quero o Haroldo de volta!
-Ih, agora ele já tá cozinhando na panela.
-Posso ver?

Dona Jandira abriu a panela e vi o pobre coitado nadando na água quente. Parecia calmo. Adeus, Haroldo, meu patinho.

(A VIDA É UM CIRCO - DOUTOR SCUDUFUM - Z!EDITORA - CRÔNICAS HILÁRIAS - 7,00)

JANTAR ENTRE AMIGOS - DOUTOR SCUDUFUM












Sabe aqueles caras organizadinhos, que fazem tudo certinho e gostam das coisas arrumadas, nos seus mííííínimos detalhes? Pois é, meu melhor amigo é assim. Um dia desses, fomos almoçar num desses Esfiha Chic da vida...

-Vamos ver... sete fatias de tomate, então, vou dividir o bife em sete pedaços... a porção de arroz ao equivalente a sete garfadas...
-Ei, o que você está fazendo?
-Calculando a comida, ora bolas!
-Calculando a comida? Não é possível!
-Meu amigo, eu sou organizado, certo? Nas minhas refeições procuro estabelecer uma certa ordem, além do mais, é problema meu. E não se meta!
-Não acredito no que estou ouvindo? Você está drogado, só pode ser!
-Dá pra ficar quieto. Você está atrapalhando a minha contagem!
-Ah, é?!

Peguei uma das fatias de tomate do prato dele e pus no meu. O cara ficou vermelho de raiva.

-VO-CÊ-NUN-CA-MAIS-FA-ÇA-IS-SO!

A galera em volta começou a olhar para a nossa mesa.

-O que é que você, senhor organizado, vai fazer agora, heim? Agora são seis fatias de tomate para sete de bife!

Ele ficou olhando para o prato por uns dez segundos, aí cortou ao meio uma das fatias de tomate.

-Pronto, agora está tudo igual novamente!
-Hãn-rãããn... quer dizer que o senhor organizadinho quer brincar, não é?!

Joguei mais uma fatia de tomate e uma mandioca frita no prato dele. O cara surtou:

-O QUÊ! Saia invasor! Morra mandioca maldita!

Então, ele pegou a faca e fez picadinho da mandioca e jogou o farelo na mesa ao lado e... Noooosa, o cara estava possesso!

Mas ainda havia um problema: a fatia de tomate. Ele ficou petrificado, olhando para a fatia de tomate, provavelmente pensando no que iria fazer. Foi quando percebi que não havia nenhuma fatia no meu prato e eu queria comer. Pedi pra ele devolver.

-Arrááá! Agora quer seu tomatinho de volta, não é?

Ele fincou o meu tomate no garfo e começou a rir:
-Há,há,há,há,há! Agora ele está sob o meu poder!
-Vê se não viaja. Devolva o meu tomate!
-Se quisê-lo de volta terá de pagar!

Então, ele fez uma cara de sádico, ameaçando a vida do tomate com uma faca.

-Não, por favor, não o machuque!
-Há,há,há,há,há!

Nesta altura, já tinha até torcida em volta da mesa. Vi até um chinesinho com um bolo de dinheiro na mão. Provavelmente, estava fazendo apostas. Mas graças à minha experiência adquirida em filmes de ação e ao meu reflexo rápido, consegui render o seqüestrador e soltar o refém. A galera saiu decepcionada. O chinesinho também. Merda, todo mundo apostou contra mim?

(ADERBAL FLORES & OUTROS CONTOS INCRÍVEIS - DOUTOR SCUDUFUM - Z!EDITORA - 7,00 REAIS - ENVIO PELO CORREIO)

FRUSTRAÇÕES, DECEPÇÕES E EUFORIAS - SAMUEL RAWET











Tenho grandes euforias.
Amo e odeio apaixonadamente.
Uma vida intensa, difícil, saborosa!
Acho a vida uma grande aventura.
Espero que os idiotas me compreendam.

(INCONFORMADOS - VOLUME 1 - SELEÇÃO DE TE4XTOS: FERNANDA MAGNA E JOÃO PEDRO MARINHO - Z!EDITORA - 7,00)

ABI: USO DA VÍRGULA


Campanha da ABI (Associação Brasileira de Imprensa): 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

SOUSANDRADE, O GUESA ERRANTE - PARTE 1

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Cara, eu não curto muito o gênero Romântico, então, estranhei muito ter curtido Sousândrade, através de um livro que estava mofando na estante aqui de casa. Depois soube que ele foi incluído no período do Romantismo mais por uma questão de cronologia do que por sua linguagem poética, que nada tinha a ver com o momento literário em que viveu. Sua obra é tão renovadora e ousada para os padrões de sua época que não encontrou público no século XIX, pra falar a verdade, o primeiro livro de Sousândrade só foi publicado em 1962, 60 anos após a sua morte, graças a Augusto e Haroldo de Campos, críticos e poetas, que revisaram a obra do poeta maranhense e o classificaram como poeta de vanguarda e precursor do Modernismo brasileiro. É amiguinho, ele foi desprezado em sua época, mas acabou reabilitado pelos concretistas como um caso de "antecipação genial" da livre expressão modernista. Os críticos dizem que o poeta experimental criou uma linguagem cheia de elipses e fusões vocabulares, fugindo das banalidades sentimentais dos românticos. O cara é maneiro, assista ao vídeo produzido pela TV Senado, aqui dividido em três partes...

SOUSÂNDRADE, O GUESA ERRANTE - PARTE 2

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Se você curte Literatura Brasileira como eu ou/e está sempre disposto a aventurar-se pelo mundo da leitura, recomendo assistir a este vídeo sobre o Sousandrade. Você vai conhecer a vida emocionante desse brasileiro e compreender a paixão dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos por esse grande poeta. Aventure-se.

SOUSANDRADE, O GUESA ERRANTE - PARTE 3


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Joaquim de Souza Andrade, conhecido como Sousândrade, nasceu no Maranhão em 1833. Foi um poeta desarmônico com a literatura romântica; viajou para a Amazônia, onde conheceu a cultura indígena, e morou em Nova York, tendo contato com a sociedade capitalista americana. Regressou ao Maranhão depois da Proclamação da República e terminou a vida sozinho e pobre, abandonado pela mulher e pela filha. Morreu ignorado tanto como cidadão e escritor, em 1902. Triste, não? Ah, você achou Romântico? Tudo bem, eu achei um fim de vida horroroso.

NOVA MÍDIA ALTERA VALOR DO CONTEÚDO


Doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo e professor da pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista, Marcelo Coutinho é um estudioso do impacto da tecnologia na economia e na comunicação. Além da experiência acadêmica, seu olhar sobre as mudanças na mídia é lapidado pelo trabalho como diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência.


Leia esta interessante entrevista publicada originalmente na Gazeta Mercantil em:
http://prod.midiaindependente.org/eo/blue/2009/05/446586.shtml



LAMENTAMOS COMUNICAR-LHE QUE SEU LIVRO...


UMBERTO ECO propõe aqui uma brincadeira: algumas obras, hoje consagradas, são submetidas a um hipotético editor. E, analisadas em "fichas de leitura", são, finalmente, recusadas. Esta é uma experiência pela qual todo escritor novo, em qualquer parte do mundo, já passou: mandar seus originais para uma grande editora, ficar esperando um contrato ou pelo menos uma proposta e, de repente, receber uma carta muito amável assinada pelo editor. Nessa carta. ele é informado de que certamente seu livro tem qualidades, de que provavelmente seu livro fará sucesso e de que infelizmente seu livro não será publicado

CAPITU FOI... NUM FOI... FOI... NUM FOI...


Aquele papo todo da Capitu ter ou não te traído Bentinho;
não seria uma polêmica machista?

O que você acha?

MORRE MÁRIO BENEDETTI


Morreu, no último domingo, o poeta uruguaio Mário Benedetti. Mário tinha 88 anos e nunca deixou de acreditar no amor, na justiça, na solidariedade, na honestidade, enfim, nessas coisas que acreditamos.

Benedetti nasceu em 14 de setembro de 1930 no departamento de Tacuarembó, no norte do Uruguai, exilou-se durante a ditadura que desgovernou o país de 1973 a 1985, vivendo em Madri por boa parte desse período. Vários de seus poemas, escritos durante a ditadura e nos últimos anos, foram dedicados a vítimas da repressão militar, como o senador de esquerda e amigo íntimo Zelmar Michelini, seqüestrado e morto em Buenos Aires em 1976. Benedetti ficou famoso em 1956 com a publicação de "Poemas de la Oficina", sobre a rotina do trabalho.

Faça o link: http://alextangofuego.blogspot.com/2009/05/bandoneon-poem-by-mario-benedetti.html para ler na íntegra, um dos belos e (sempre) simples poemas de Bendetti, em homenagem a ele e a todos que transformam as dores latinoamericanas em arte.

ENQUANTO ISSO EM COPACABANA...


POST INDEPENDENTE : ANOS 70



Literatura independente dos anos 70 e literatura independente dos anos 2000; qual é a diferença?
Este é o tema da entrevista do Jão, do Movimento Punks do ABC, para o seu Fãzine, ao Doutor Scudufum, escritor independente, punk na alma e na delicadeza...

JÃO: Scud, o universo da produção independente de hoje está muito diferente da dos anos 70?

DOUTOR SCUDUFUM: Muito. Nos anos 70, enquanto os americanos divulgavam a idéia de liberdade através das drogas e do sexo em festivais de rock e os europeus o faziam através do pensamento e do espírito revolucionário, aqui, nas Américas, o pau comia solto em qualquer pessoa adepta de qualquer utopia socializante, sendo assim, a produção independente dos 70 foi mais engajada com questões políticas e sociais, o que lhe emprestou um certo charme “subversivo”. A literatura de hoje é mais descompromissada.

JÃO: A tal ditadura, que a Folha prefere chamar de Ditabranda, perseguiu escritores independentes?

DOUTOR SCUDUFUM: Perseguia todo mundo. A ditadura se impôs a todos os setores da sociedade com grande eficiência. Os militares tinham horror ao conhecimento, aos intelectuais. Todos os pensadores, todos os artistas, inclusive àqueles que produziam os pequenos jornais da época, os fanzines subversivos, a literatura de mimeógrafo, tiveram que conviver com o chamado patrulhamento ideológica.

JÃO: Foi grande a produção independente no período?

DOUTOR SCUDUFUM: São Paulo era bem menor do que era hoje, mas imagino que foi muito produtiva.

JÃO: A literatura independente dos 70 pode ser encarada como um modelo literário?

DOUTOR SCUDUFUM: Não, os escritores independentes dos anos 70 não constituíram um modelo literário, o que não quer dizer que não tenham produzido muita coisa bacana.

JÃO: Onde encontrar esses textos?

DOUTOR SCUDUFUM: A internet dispõe de bastante material. É possível também, acessar textos de pessoas que estudam a literatura marginal daquele período, no entanto, creio que a maioria dos textos se perderam nas mesas de bares e calçadas, era uma literatura informal.

JÃO: Qual marca leva a literatura independente dos 70?

DOUTOR SCUDUFUM: Percebo que a ditadura, a repressão, o patrulhamento ideológico, a valorizaçao da liberdade, a necessidade de expressão, a quebra de velhos padrões, tudo isso influenciou bastante a literatura independente do período.

JÃO: O mundo do escritor independente de hoje é muito diferente daquele?

DOUTOR SCUDUFUM: Hoje a coisa é bem diferente. A ditadura militar deu lugar à das megacorporações. Os soldados patriotas de ontem, assim como a ciência, agora estão à serviço do sistema, do capital. A maconha de ontem é o ecstasy de hoje. O Mandrix da mamãe agora é Prozac. O hippie de ontem é o yuppie de hoje. O Vietnã de hoje chama-se Palestina, Afeganistão, Iraque. O muro de Berlim hoje é o da Palestina, construído pelos judeus, que hoje são verdugos. O LSD na praia deserta agora é o anabolizante nas academias. O rebelde dos 70 é o hiperativo de hoje. Se ontem você tinha os idealistas torturados nos porões do regime, hoje você tem os “chatos”, os "diferentes" escurraçados que são isolados por ter uma postura crítica diante das coisas, os caras que bradam contra o politicamemte correto, que quer substituir a ética; que se opõem ao neoliberalismo, que querem padronizar o comportamento de tudo o que respira... Está tudo muito diferente, não está?

JÃO: Parece que sim... Em que se transformaram os anarquistas, os comunistas, os guerrilheiros, os doidões cabeludos com seus barbões...

DOUTOR SCUDUFUM: Hoje acho todo mundo distraído com as novidades do mundo do consumo, preocupados com a próxima festa, o celular, a droga, a cerveja, a mina, o carro e o churrasco, ansiosos para antecipar a felicidade, através do prazer que aquisições pueris e idiotas como essas podem proporcionar. Claro, esse pessoal lê os best-sellers da Veja; as crianças, a coleção Harry Potter; o trabalhador o tal "Quem roubou o meu queijo?" e "A arte da guerra". Todos tem na ponta da língua o politicamente correto e sabem jogar o lixinho no lugar certo para ajudar o planeta, estão muito preocupados com os pandas na China e com os terroristas islâmicos e acham que as empresas estão contribuindo muito para tornar a nossa vida melhor...
JÃO: E os escritores independentes como estão?

DOUTOR SCUDUFUM: Hoje temos a rede e continuamos tão dispersos e desunidos quanto os independentes dos anos 70, 80.

ENQUANTO ISSO, EM PORTUGAL...


POESIA : DESEJO : LYGIA


ARTE PURA!




AUGUSTO BOAL


Todos podemos fazer teatro. Todos podemos ser personagens das nossas próprias vidas. Era nisto que acreditava o dramaturgo brasileiro Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido, que morreu sábado de madrugada, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.


"Todos os seres humanos são actores - porque actuam - e espectadores - porque observam. Somos todos espect-actores", afirmava. E este conceito ajuda as pessoas a inserirem-se na sociedade, acreditava.


Augusto Boal era foi um cara de uma consciência política e solidariedade invejáveis. Quando ingressou no coletivo do Teatro de Arena, Augusto Boal, soube dar expressão combativa ao anseio daqueles que queriam ver o Brasil popular. Sem temor, nacionalizou obras universais, formou dramaturgos e atores, e escreveu algumas das peças mais críticas do teatro, como Revolução na América do Sul (1961). Além disso, colaborou com a criação e expansão pelo Brasil dos Centros Populares de Cultura (CPC), e as ações do Movimento de Cultura Popular (MCP), em Pernambuco. Mostrou para a classe trabalhadora que o teatro pode ser uma arma revolucionária a serviço da emancipação humana e aprendeu, no contato direto com os combatentes das Ligas Camponesas, que só o teatro não faz revolução.


Boal, expôs sempre por meio dos relatos de suas histórias, seu método de aprendizado: aprender com os obstáculos, criar na dificuldade, sem jamais parar a luta.


Na ditadura, foi preso, torturado e exilado. No contra-ataque, desenvolveu o Teatro do Oprimido, com diversas táticas de combate e educação por meio do teatro, que hoje são usadas nas comunidades de periferia urbana. Poucas pessoas no Brasil atravessaram décadas a fio sem mudar de posição política, sem abrandar o discurso, sem fazer concessões, sem jogar na lata de lixo da história a experiência revolucionária que se forjou no teatro brasileiro até seu esmagamento pela burguesia nacional e os militares, com o golpe militar de 1964. Augusto Boal não se vergou, não se vendeu e não se calou diante das injustiças que assolaram e continuam assolando o nosso país, pelo contrário, ele sempre procurou discutir os problemas e formular as estratégias coletivas para a transformação social.


Nossa homenagem a ele.

PAULO COELHO VAI A SUÉCIA APOIAR PIRATE BAY


Paulo Coelho é um dos mais conhecidos defensores da circulação de obras na internet. O autor brasileiro chega a piratear suas obras e organizá-las em um site.Agora, em entrevista ao TorrentFreak, disse que se ofereceu para ir para a Suécia dar apoio aos PB4, os quatro membros do The Pirate Bay que estão sendo julgados naquele país, mas que não recebeu resposta. Coelho disse ainda: "Eu estou abertamente apoianDo o site deles."

A sua maneira, o alquimista filosofa: "Desde a aurora dos tempos, os seres humanos sentem a necessidade de compartilhar -- da comida a arte. Compartilhar é parte da condição humana. Uma pessoa que não compartilha não é apenas egoísta, mas amarga e sozinha."

Atualmente, o buscador Pirate Bay é alvo de um processo em que os três fundadores, mais o ex-CEO da primeira empresa de hospedagem do site, são acusados de ajudar milhões de internautas a quebrar leis de direitos autorais.

Após a exposição de argumentos dos promotores suecos e da defesa do The Pirate Bay, as acusações mais sérias contra o serviço foram derrubadas. O veredicto do processo deverá ser divulgado no dia 17 de abril.

Entre as personalidades já confirmadas para a 10º edição do Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), que acontece de 24 a 27 de junho em Porto Alegre, está Peter Sunde, junto a Fredrik Neij e Gottfrid Svartholm Warg, fundadores, em novembro de 2003, do The Pirate Bay. Com a visita, mesmo não indo a Suécia, o escritor brasileiro terá ainda a oportunidade de manifestar seu apoio em solo brasileiro.

CAL













A vida é cal
Sua alva guarda o mal
A vida calcifica tudo o que grita

A vida é cimento
Faz cinza o pensamento
A vida acinzenta tudo que pensa

A vida é areia
De grão em grão nos arreia
A vida arreia tudo que semeia

A vida é pedra
Nela tudo o que é dor medra
A vida medra tudo o que é pedra
A vida é construção
No cerne da dor do homem
A potência da libertação

Cal integra o novo livro do Doutor Scudufum: Poesia Moderna, à venda por 5 paus. Prefaciado pelo amigo Ricardo Aguieiras. Um luxo!

NÃO PODERIA DEIXAR PASSAR EM BRANCO...


A mais antiga Casa de Cultura de São Paulo completa 24 anos. A Casa do Itaim Paulista nasceu da reivindicação de artistas locais que tinham como objetivo levar cultura e arte à periferia E e foi uma conquista importante para a cidade. Saiba mais: http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/cultura/mais-antiga-casa-de-cultura-de-sao-paulo-completa-24-anos

ZÉ SERRA, PARA MINISTRO DA INDUCASSÃO


Quem tem filho em escola pública sabe que José Serra, Alckmin e Kassab não dão a mínima para a educação e quando tomam alguma atitude é para piorá-la. Li isto na Caros Amigos:

Professor temporário é produto perverso de José Serra
Por marilene felinto

Metade dos professores da escola pública paulista não existe – são aparições temporárias, que perambulam de uma periferia a outra, lugares aos quais não pertencem e com os quais não lhes dão tempo de criar vínculo. Manter estes cem mil cidadãos na incerteza trabalhista (são contratados sem concurso público) e no modo de vida nômade que não escolheram, tratá-los como peças de um jogo sem regras, expor todos ao ridículo e desqualificá-los mediante seus colegas profissionais e mediante a sociedade foi o ato mais recente da criminosa “política educacional” do governo de José Serra em São Paulo.
Pior educação pública que a paulista não há no país – e ela é a cara do tucanato (o PSDB), é a obra máxima do descompromisso com a coisa pública quando se trata do interesse da maioria da população pobre. Estes governos afinados com a classe dominante, como os oito anos de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República (1995-2002) ou os quase quinze anos em que o grupo de José Serra infesta o Estado de São Paulo deram golpes de morte na educação pública.

Em dezembro último, a Secretaria Estadual de Educação de SP aplicou uma prova ao professorado temporário da rede estadual para utilizar a nota como critério classificatório na atribuição de aulas deste ano letivo de 2009, uma armadilha para demitir milhares de professores que os próprios governos tucanos de Serra e sua turma contrataram em condições de absoluta precariedade e com os quais não sabem o que fazer. A prova, mal elaborada, cheia de questões visivelmente erradas, avaliaria o conhecimento dos professores sobre a proposta curricular da Secretaria. Concorreram com os quase cem mil temporários outros milhares de novos candidatos a lecionar na rede pública, professores recém-formados. Na concorrência desleal, muitos dos temporários perderiam para os novos seus empregos e um mínimo de direitos conquistados. O professorado recorreu à Justiça e ganhou a causa. A Secretaria de Educação de Serra, por seu lado, não teve dúvida: saiu divulgando na mídia serrista (em São Paulo, especialmente os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e as redes de TV) a “nota zero” atribuída a centenas de professores na tal prova, incluindo neste número as tantas centenas de professores que entregaram a prova em branco, em ato de protesto. Uma desonestidade, uma manipulação flagrante dos resultados.

A “proposta curricular” da gestão Serra para a educação pública não passa disso: culpabilizar o professor pelo fracasso da política educacional cada vez mais perversa conduzida pelo tucanato em São Paulo. Para que gastar dinheiro com os pobres contratando professores por concurso público? Para que oferecer uma escola de qualidade aos filhos dos pobres?
Certamente não é aos elitistas do PSDB que isso interessa. E ainda que caiba ao governo paulista avaliar seu professorado, ainda que fosse numa avaliação justa, e ainda que o professor tirasse nota zero, ainda assim a culpa deveria recair sobre os governos do PSDB em São Paulo e por aí afora: os professores que zerassem seriam os mesmos formados nas faculdades particulares de quinta categoria (faculdades para pobres), abertas feito barracas de camelôs na gestão do ex-ministro da Educação do governo Fernando Henrique, o hoje deputado Paulo Renato Souza. Nota zero mesmo é a esta gente.

Há tempos que ser professor tornou-se profissão penosa, desonrada, sem nenhum reconhecimento social, ainda mais na escola pública – sintoma dessa grave doença da injustiça social brasileira, nos quadros da qual estudar, educar-se, formar-se virou um culto requintado, apenas para quem pode. Ora, se antes professor era uma figura eterna... Mesmo quando, antes, aprender as letras era com caco de telha riscando o chão, pedaço de tijolo, tudo vermelho-alaranjado no piso de cimento cinzento das calçadas da rua. Aprender letra cursiva era com a mão grande de dona Helena, com a voz mansa de dona Cremilda. Quem nunca teve um amor qualquer por um doce professor ou professora? Essas minhas podem ter desaparecido no tempo, dona Helena e dona Cremilda – uma do jardim de infância, outra do primeiro ano (antigo primário) –, desaparecidas como os riscos de telha lavados pela chuva na calçada. Só nunca saíram da minha cabeça, da memória da importância monstruosa que tiveram na minha vida. Paulo Freire, o educador, também contava: “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz”.(1982) Educação também é isso, lembrança para sempre. Temporários (e tomara extintos logo) devem ser os governos perversos da gente do PSDB.
Marilene Felinto é escritora. marilenefelinto@carosamigos.com.br

MUIÉ DIABA


Xuxa está processando a Igreja Universal do Reino do Bispo por causa de uma notícia dizendo que ela fez um pacto com o diabo que lhe rendeu 100 milhões de dólares! Tá na cara que é mentira.


O inferno tá cheio, pra que o diabo iria pagar tanto? Por outro lado, pensando bem, Xuxa é Xuxa! Tem coisa pior do que a Xuxa cantando no inferno, atormentando os outros. Não. Pensando bem, pode ser que o diabo tenha pensando em piorar o inferno. Pelo tormento, 100 milhões é até barato, é barato...


Li no: http://crianca.ig.com.br/ultimosegundinho/noticias/2008/11/12/o_diabo_e_a_mentira_2110491.html


A BOMBA PERDIDA


Os caras fazem tanta bagunça pelo mundo, que acabaram perdendo uma bomba na Groelândia. Esses americanos...
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3321005-EI8142,00-EUA+teriam+perdido+bomba+atomica+na+Groenlandia.html

EUJOADO












Numundo andopo coagora
Prefiro fica trancado
Ando pocon fusa gora
Upoco separado das gentes
Anden tedia dumundo
Nem escreve direito me importa
Ão quero fala cumgente
Ão quero come
Ão quero bebe nada
Nada mais é urgente
Nem fala direito quero
Anden joa do mun
Ande noja de tud
Ando confus
Enjoad
mudo

Esta poesia deve ser lida como se você fosse um estrangeiro. Um estrangeiro no mundo. Eujoado é uma poesia do novo livro do Doutor Scudufum: Poesia Moderna, à venda por 5 paus. Prefaciado pelo amigo Ricardo Aguieiras. Um luxo!

DOUTOR SCUDUFUM NO ORKUT


Agora, após muitas tentativas ingressei no Orkut, doido pra falar de literatura e fazer amigos: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=9481790837267191119 Apareça!

CONFISSÕES DA MINHA VIDA PRIVADA 2



Este sou eu, ao chegar bêbado em casa, duas horas horas da manhã, depois de dizer "Boa noite, amorzinho, eu..." Vida de escritor é, como você pode ver, uma vida difícil!

OPERAÇÃO PRATO : OVNIS NA AMAZÔNIA


video


Só acreditava vendo, mas depois de passar por três - isso mesmo - três contatos imediatos de primeiro grau, testemunhados também por amigos meus, lamentei não ter acreditado antes: quanta perda de tempo, poderia ter mergulhado nesse universo fascinante muito antes se não fosse tão estúpido!

Se você é devoto de São Tomé, talvez esse vídeo crível, poderá levar você a pensar como Shakepeare, que "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia"...

POESIA : VICTOR AZ


LIVROS QUE VOCÊ MERECE LER!


Apesar de todo o trabalho de marketing das editoras para fazer vender livros babacas como o de Maluf, FHC e Parreira, o fato é que eles estão encalhados nas editoras. Por outro lado, existem livros que se tornam super bem sucedidos a partir de indicações em blogs, no tete-à-tete, no boca-à-boca. Livros bem escritos, interessantes, indispensáveis.
É o caso do livro da jornalista francesa Marie-Monique Robin lançado no Brasil por uma pequena editora, a RADICAL LIVROS: "OS VENENOS DA MONSANTO" resultou de quatro anos de pesquisa da escritora francesa e deu origem a um documentário sobre a atuação do grupo MONSANTO (o documentário você pode assistir no Youtube). O documentário foi muito assistido e acabou virando um livro, que foi ganhando mundo. Traduzido para 12 línguas tornou-se um sucesso de vendas em muitos países.
A excelente Monique conta a história do Grupo MONSANTO, toda ela marcada por escândalos e revela detalhes pouco conhecidos da “transgenização” dos campos de soja nos países do Mercosul. Segundo a escritora “Em poucos anos nós viveremos uma epidemia de câncer causada pelo uso abusivo de agrotóxicos”. Depois de ler o livro você concordará como ela. Um livro muito bem escrito, um tema instigante. Comecei a ler e não consegui parar. Li num jato. Valeu a pena, por isso, recomendo.

LIVROS QUE NINGUÉM LÊ!


Ele, Maluf.
Trajetória da audácia.
De Paulo Salin Maluf.
29,00 paus.
Nas Lojas Americanas.

LIVROS QUE NINGUÉM LÊ!


Formando equipe vencedoras.
De Carlos Alberto Parreira.
19,90.
Em 12 x sem juros.
Na Submarino.

LIVROS QUE NINGUÉM LÊ!


A Arte da Política, a história que vivi,
de Fernando Henrique Cardoso.
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49 paus.

GEEK FERIAS!


CABRAL E O MURO


Num de meus posts, “MURO”, falei de muros e do muro do Sérgio Cabral. Recebi a informação de um amigo, escrevi e postei que se tratava de UM muro. Imagine a minha indignação quando soube que são ONZE muros ao redor das favelas, todas vizinhas de áreas nobres do Rio. Tento imaginar que tipo de valores orientam uma pessoa que tem idéias desse tipo? Que roda de amigos ele anda freqüentando? E você, leitor, que tipo de livros recomendaria ao governador Sérgio Cabral? O que acredita que ele anda lendo (se é que um babaca desse naipe, lê alguma coisa...)?

ORGANIZAÇÃO JOSÉ SERRA DE COMUNICAÇÃO



Outra sobre o casamento entre Secretaria de Educação e o Grupo Abril. Agora a proposta curricular de José Serra para o ensino público, reduz o número de aulas de história, geografia e artes do ensino médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do Guia do Estudante. Cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo, tendo até mesmo publicações adotadas como material didático. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008.


O contrato feriu os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, da supremacia do interesse público sobre o privado, na medida em que há benefícios para a Fundação Victor Civita e prejuízos aos cofres públicos.


O Ministério Público deveria investigar e fazer cessar imediatamente o pagamento das próximas parcelas do contrato.

ORGANIZAÇÃO JOSÉ SERRA DE COMUNICAÇÃO


Todo mundo sabe da existência das Organização José Serra de Comunicação. A editora Abril (Estadão, Folha, Veja, Globo), claro, Serra retribui a consideração. Depois de comprar 220 assinaturas da revista Nova Escola (Abril), compra 220 mil assinaturas da Veja. Comprou no (autoritário) estilo Serra, sem licitação, além disso, repassou à empresa os endereços dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, o que também é ilegal. O contrato representa quase 25% da tiragem total da revista e custou R$ 3,7 milhões.


SONZEEEERA!


Toquei bateria muito tempo, punk, punk-rock, new wave, rock. Nascido no underground, sou apaixonado por bandas de garagem. A banda Kamakan, do meu amigo David, tem esse charme. No próximo dia 25 estarão no Splash Rock Bar em Santana tocando junto com a banda Siberya. Dia 09/05, no evento "Pro Dia Nascer Feliz", no C.H.U.L em Carapicuiba. Em outubro tocaremos em Colatina/ES, mas até lá muita coisa ainda vai acontecer. Conheça a banda: http://www.kamakam.com.br/

EBA!


Ricardo Aguieiras vai prefaciar a 1a. Edição do Poesia Moderna, o livro de poesias moderninhas do Doutor Scudufum. Ricardo é uma pessoa pra lá de humana, publicitário, apaixonado por literatura, escreve peças para teatro e é um blogueiro de primeira, com participação em inúmeros blogs na rede, além do seu próprio, o Café História (http://cafehistoria.ning.com/profile/RICARDOROCHAAGUIEIRAS). É uma honra, um privilégio.

Em tempo: em breve um monólogo de sua autoria será encenado no Espaço dos Satyros, na praça Roosevelt em São Paulo, por uma trupe de primeira categoria. Vamos falar disso aqui.

OBAMA COMEÇOU ME DESAPONTANDO


Uma das primeiras fotos que vi de Obama foi esta, em que podemos ver os sapatos furados. Claro, fiquei desapontado. Não conhecia nada sobre ele e, pensando bem, passado uns meses, o que sei de Obama? De fato sei que é casado, tem duas filhas, gosta de jantar hamburgueres, pratica cooper, gosta de poesia e sabe dançar. Bem, saber dançar vai ajudar bastante! A verdade é que tudo o que sei dele é o que você sabe dele, que nos veio resultantes de seu marketing político.


Suas primeiras decisões me agradam e é assim mesmo: o presidente Obama ainda se construirá, através das decisões que for tomando. Espero que sejam boas para os oprimidos, pobres e excluídos. Obama parece ser um cara que tem vontade de contribuir para o melhor e coloco minha fé nele. Espero que promova o tiro de misericórdia nessas guerras inescrupolosas, no terrorismo de Estado, nesse tal neoliberalismo, nessa ordem invisível que nos empurra para a competição, para o materialismo, para o consumismo desenfreado...

Espero que ele seja mais do que politicamente correto, quero mesmo é que seja ético e que nos inspire.




FILHA DE PEIXE


Luciana Cardoso, a filha do presidente que disse que “O Estado brasileiro gasta muito e gasta mal” e entregou o Estado com a dívida pública 11 vezes maior, continua recebendo salário de quase 8.000 reais sem comparecer ao trabalho: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=54205

"É CHEGADA A HORA DE MODIFICAR A REALIDADE"


Porque um jornaleiro gaúcho decidiu parar de comercializar as revistas Veja, Época e Primeira Leitura: http://www.fazendomedia.com/diaadia/nota100806.htm

MUROS


Quando era adolescente foi que ouvi, pela primeira vez, falar de muros maiores do que os de minha infância. Tinha o de Berlim; o que separa as Coréias do Sul e do Norte; e aquele em Marrocos que os separa do povo Saarauí. Adulto, soube do muro de Bush, de mais de 900km de extensão para conter os ilegais mexicanos e o de Ariel Sharon, que impede o trânsito de mais de 450 mil palestinos a Israel e que provocou tantos conflitos dolorosos no ano passado.
Conheço a história de alguns desses muros e percebo que há muros de dois tipos. Os que tentam conter o que há dentro deles e os que tentam conter o que vem de fora. Seja como for, os muros não dão conta e é por isso que precisam cerca-los, arama-los, vigia-los e defende-los. Ainda assim, a pressão que vem de dentro e a pressão que vem de fora sempre acabam ultrapassando os muros em largura, extensão e importância. Os muros não conseguem corresponder ao que se pretende deles; então, porque são erguidos?

É que os muros aliviam o nosso medo de amar. De amar quem não seja da nossa família, do nosso grupo. E se aliviam, por outro lado, incomodam muito, porque denunciam o nosso distanciamento do outro e quão incapazes somos para o diálogo fraterno. Todo muro nasce da matriz invisível dos muros que construímos dentro de nós. Isso deveria nos preocupar e promover valores humanos, mas agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, o governador do Rio de Janeiro pleiteia uma verba (40 milhões!) pra fazer um muro de 11km de extensão, separando as favelas onde nasceram os pretos, que nos deram o carnaval e o samba, da zona nobre do Rio.

A idéia de trancafiar os pobres agrada muito aos ricos sem sossego, os neuróticos e esquizofrênicos. Mas o muro – eu conheço a história de alguns muros – não vai corresponder ao que se pretende e vai incomodar bastante aos pobres “violentos”, “ignorantes” e “esfomeados”.

Para mim, a única saída seria inaugurar uma ponte.



SUGANDO O SANGUE!


José Serra, parece ou não parece a larva da dengue?

Z! NO PARQUE DA ÁGUA BRANCA


Você pode encontrar os livrinhos da Z!Editora no Espaço da Leitura do Parque da Água Branca. Pode ler de graça e aproveitar o clima benfazejo daquela natureza toda bem no centro da cidade. Fui lá conferir e o Edson garantiu que estão bombando por lá!

ACHILES


Achiles, espero (mesmo) que tenha gostado dos livrinhos. Soube também da sua luta. Você, como eu, sabe quanto vale o apoio dos amigos e como é difícil vencer os "cartéis" do mundo da arte, não importa em que nível ele se manifeste. http://pt-br.wordpress.com/tag/achiles-luciano/

DOUTOR SCUDUFUM É ESCRITOR INDEPENDENTE

Doutor Scudufum, fundador da Z!, já foi um escritor marginal, mas chegou à conclusão que os marginais formam um grupo em que só entram os mais chegados.
Está apostando na independência a manter-se à margem e está aberto para qualquer oportunidade de compartilhar seus livrinhos com o público.
Se souber de algum evento onde possa armar sua barraca, ou de alguma prateleira ou balcão onde possa colocar um displayzinho com seus livros, avise-o.

SCUDUFUM AOS 5 ANOS


Vejam só, Doutor Scudufum já intitulou-se escritor marginal. Isso mesmo, mas quando sacou o que isso significava na forma e no fundo, calou-se. Ser marginal é participar de um clube aberto aos mais chegados... Quem é de fora não entra, porque nós, amiguinhos, nós somos os caras!

DOUTOR SCUDUFUM AOS 13 ANOS

Como você pode ver, Doutor Scudufum já foi um escritor marginal, quando os marginais eram românticos, agora eles formam uma espécie de clube, com um discurso bacana de independência, de resistência, mas no fundo tem procedimentos semelhantes aos dos empresários em cartéis.
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